E se eu disser que nada do que você faz ou fez, criou em mim motivos de felicidade.
Se contar à todos que não foi amor, dor, paixão ou satisfação.
Me abrir com histórias de que a vida é um momento de seguir sem querer, cantar sem ouvir, manifestar sem poder.
Dizer coisas que de mim não fizeram parte. Aproveitar a cena do cotidiano e não lutar contra todos os males. Inventar mil desculpas de não ter que querer. Não quero, não preciso, não aproveito.
Dizer a mim mesma que enquanto não tiver, não ser, não quiser as coisas funcionam, tudo se encaminha e a necessidade de libertação, mostra não apenas formas de segui-la, mas concretizações. Como as asas...
as asas.
Arrancaram do céu as asas que um dia alcançaria. Engoli meia tonelada de palavras doces, sentimentais e significativas. Deixo em aberto, todo o meu seco coração, que junto com a dor do mundo, desnutriu-se e por fim, deixou seu olhar pálido como referência de todos os desabafos não alcançados.
fim. fim. fim. fim. fim. fim. fim. fim. fim. de tudo que não quero mais ser.
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